"Diz-se de um equilíbrio que se destrói pela menor perturbação, de uma combinação química que se pode decompor espontaneamente."
Corrompido, abastardado, adulterado, alterado, contrafeito, degenerado, deturpado, falsificado e viciado.
-Divertido, caloroso, sociável, entusiasta.
Desvairado, iludido, arrebatado.
- Constante, perseverante, amigo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
De um presente pra si mesma
Ela sempre tivera uma imaginação muito fértil, tudo estava a desabar a sua volta, entretanto o mundo dela continuava em perfeito estado. Lembro-me da primeira vez que ela escutou a palavra fértil, foi mais ou menos assim: ela era uma garotinha não passava ou se quer chegava aos 8, estava voltando da escolhinha sua avó que a levava, então sentadas no fundo do ônibus em meio a uma algazarra uma das meninas mais velhas creio que uma que fazia magistério disse para ela: " Garotinha tu tens uma imaginação muito fértil". Ela se calará na hora e repetia em sua cabeçinha procurando um significado; fértil, fértil, fértil, fértil, mas que palavra engraçada. Sua avó explicou o significado. Sua imaginação era fértil, isso a agradava.
Bem isso foi a um longo tempo, nossa pequena garotinha cresceu e seu mundo continua intacto dentro dela enquanto as coisas ainda estão a desabar. Mas de que vale imaginar e nada poder realizar, de que vale ? Ah, minha garota não faça isso consigo mesma, por favor não faça. De valera morrer sozinha em tua sala vazia com apenas tuas fantasias ? Garotinha, sim pra mim serás sempre uma garotinha, não se deixe morrer sozinha. Torne, torne seu mundo real, você é capaz, apenas faça seus cálculos.
Bem isso foi a um longo tempo, nossa pequena garotinha cresceu e seu mundo continua intacto dentro dela enquanto as coisas ainda estão a desabar. Mas de que vale imaginar e nada poder realizar, de que vale ? Ah, minha garota não faça isso consigo mesma, por favor não faça. De valera morrer sozinha em tua sala vazia com apenas tuas fantasias ? Garotinha, sim pra mim serás sempre uma garotinha, não se deixe morrer sozinha. Torne, torne seu mundo real, você é capaz, apenas faça seus cálculos.
sábado, 13 de novembro de 2010
Se tivéssemos transado
Se tivéssemos transado, teria sido sobre teus lençóis cuidadosamente esticados. Seria algo silencioso, te conheço, apenas manteria teu largo sorriso. Terias entendido meus olhares de malícia, não perguntaria para o que estou olhando ou o porquê. Manteriamos o romance, afinal tu gostas dele. Não faria eu objeção a nenhum movimento teu, pois tu saberia completamente o que eu queria já que não era nada além do que querias também. Teriamos nos amado tanto, seria apenas amor.
Se tivessemos transando ao fim de tudo cairia deitada em teu peito, não nós não sairiamos as pressas para nos limpar,- mas afinal sexo é tão sujo assim? -. Ficarias ali deitado enquanto estou com perna enroscada na tua cintura, me olharias de cima comentaria sobre meu rosto, seja os lábios, imperfeições no nariz, quem sabe algum fiapo de sobrancelha que escapou da pinça, nunca fui uma mulher perfeita. Riria de si mesmo por fazer tais comentários, ririamos os dois. Então iríamos para o banho juntos. No banho entre minhas brincadeiras infantis tu balança a cabeça e sorri, enquanto eu começo a te seduzir novamente.Sei que preferes o romance, entretanto eu sou provocante e cais na minha de novo. Dessa vez eu conduzo e tu és apenas principiante.
Eu sairia do banheiro enrolada na toalha fazendo charminho, na cama me jogaria nua e ficaria observando te secares, te movimentares. É quando te convido para deitares comigo, e é quando me abraças forte, é quando me beijas os lábios suavemente, é quando tenho a certeza que é só de ti que preciso.
Se tivéssemos transado sequer a falta do cigarrinho de depois eu sentiria (...) se tivéssemos transado, se tivessemos ao menos nos beijado, se por um instante tivessemos nos cruzado.
Se tivessemos transando ao fim de tudo cairia deitada em teu peito, não nós não sairiamos as pressas para nos limpar,- mas afinal sexo é tão sujo assim? -. Ficarias ali deitado enquanto estou com perna enroscada na tua cintura, me olharias de cima comentaria sobre meu rosto, seja os lábios, imperfeições no nariz, quem sabe algum fiapo de sobrancelha que escapou da pinça, nunca fui uma mulher perfeita. Riria de si mesmo por fazer tais comentários, ririamos os dois. Então iríamos para o banho juntos. No banho entre minhas brincadeiras infantis tu balança a cabeça e sorri, enquanto eu começo a te seduzir novamente.Sei que preferes o romance, entretanto eu sou provocante e cais na minha de novo. Dessa vez eu conduzo e tu és apenas principiante.
Eu sairia do banheiro enrolada na toalha fazendo charminho, na cama me jogaria nua e ficaria observando te secares, te movimentares. É quando te convido para deitares comigo, e é quando me abraças forte, é quando me beijas os lábios suavemente, é quando tenho a certeza que é só de ti que preciso.
Se tivéssemos transado sequer a falta do cigarrinho de depois eu sentiria (...) se tivéssemos transado, se tivessemos ao menos nos beijado, se por um instante tivessemos nos cruzado.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sempre estarei aqui
Vá embora garoto, não olhe para atrás, apenas siga em frente. E digo desde já que dispenso seu discurso sobre não me deixar sozinha. Não tema o que irá acontecer siga em frente de coração limpo, não estou a dizer para esquecer de mim, apenas de lugar as novas pessoas. Quanto a mim, sempre estarei aqui, eu sempre estive, sozinha neste ponto. Psiu, não diga nada. Não importa quantas pessoas passaram em minha vida e quantas passarão, vou continuar aqui. Agora vá, adeus.
setembro
Minha menina maluca precisa de um abraço e não sou eu quem pode dar.
Minha menina maluca precisa de amor e não sou eu quem posso dar.
Minha menina maluca precisa de carinho e não sou quem pode dar.
Minha menina maluca precisa de vida e essa eu posso tirar.
Minha menina maluca precisa de amor e não sou eu quem posso dar.
Minha menina maluca precisa de carinho e não sou quem pode dar.
Minha menina maluca precisa de vida e essa eu posso tirar.
domingo, 3 de outubro de 2010
Cartas II
(...) "Por favor esteja ao meu lado, oh preencha meu vazio que só aumenta com meus anos de casada, de-me recordações, me faça viver. me ame. Não seja meu amigo, pois está dor já não suporto. Não aguento mais olhar-te nos olhos, se quer me aproximar de você, sinto como se a qualquer momento ele fosse perceber tudo, tu sabes que tenho um grande carinho por ele, cujo tamanho corresponde ao meu temor. Por favor me salve." J.V.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Aninha
Aninha, Aninha com suas sombrancelhas tão fininhas
Aninha, Aninha com suas unhas vermilhinhas
Aninha, Aninha com suas amigas vagabundinhas
Aninha, Aninha com seus cabelos agora loirinhos
Aninha, Aninha sempre tão certinha
Aninha, Aninha apenas mais uma putinha.
Aninha, Aninha com suas unhas vermilhinhas
Aninha, Aninha com suas amigas vagabundinhas
Aninha, Aninha com seus cabelos agora loirinhos
Aninha, Aninha sempre tão certinha
Aninha, Aninha apenas mais uma putinha.
domingo, 12 de setembro de 2010
Infância: um pouco de nostalgia não mata
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| Verão de 1999. |
Então eu era criança, sabe daquelas bem ''rueiras'' que vivem com o joelho ralado? Disso não posso reclamar, as noites de primavera que eu podia brincar na rua depois da escola enquanto minha mãe tomava chimarrão com as vizinhas. Na minha rua havia várias crianças nós costumávamos brincar, rolavam autos campeonatos de tamp cross, andávamos de roler, e claro esconde-esconde, também perturbávamos muito a Dona Rosa. Lembro-me então das tardes no verão onde estávamos de férias e podíamos andar de bicicleta ou curtir uma piscininha de 1000L, os mais divertidos eram as guerras com garrafas pet’s cheias de água. Ou então brincávamos de bar e era sempre desastroso e dava brigas, eu e minha melhor amiguinha sempre acabávamos por formarmos dois bares e então brigávamos. Eu costumava me desculpar com uma cartinha na maioria das vezes escrita pela minha mãe tinha no máximo 7 anos, ou então ela fazia isso, e em todas as vezes dizíamos que as fadas tinham dito para não brigarmos mais.
Bem essa minha amiguinha, foi extremamente fundamental na minha vida. Nós aprontávamos tanto, uma vez ralei meu joelho até sair uma gosminha e sangrou tanto, mas se eu fosse pra casa a brincadeira acabaria então lá fui eu agüentar firme a dor, tenho a cicatriz até hoje. Ou então ela fugia de casa por um ferrinho solto na grade do portão ela e ia pra minha casa, nosso maior sonho era fugir pra ir de bicicleta até Santa Catarina. Sabe os pais dela brigavam muito às vezes se agrediam era algo descontrolado e assustado. Quando isso acontecia, ela acabava indo para minha casa e subíamos na árvore que tinha aqui, bem no alto e lá chorávamos juntinhas era nessas horas que jurávamos que iríamos pra SC.
Nós éramos uma dupla implacável e tinha a irmãzinha dela que as vezes estava na volta, era café com leite em todas as brincadeiras. Em todos os dias dos pais que eu ficava triste ela esteve ao meu lado, lembro perfeitamente quando ela dizia "Paulinha, assim que eu aprender a ler vamos procurar o nome dele na lista telefônica...". Uma vez fui à casa de um tio delas e não me lembro como ou porque montei em um cavalo foram tantos esforços pra eu subir, se consegui cavalgar? Não, eu cai do outro lado, e creio que era um pônei.Era divertido incomodar a irmã mas velha dela, tanto que a guria ficava brava, ai ela estragava a nossa brincadeira e quando ficávamos de cara feia ela dizia " Cara feia pra mim é fome". Mas um dia elas foram embora.
Ai foi a pior coisa do mundo, era inverno e eu tinha acabado de chegar da aula eu estudava de manhã estava na 4° serie em 2003. Os pais da minha amiguinha se separaram. Ah o momento em que eu vi o caminhão da mudança dela arrancar com ela em cima dele eu corria atrás e ela tentava pular, segurada pela sua mãe eu chorava de um lado e ela de outro. Uma das maiores dores que senti na vida foi a de ter visto aquele caminhão dobrar a esquina sem eu ter tido força suficiente para alcançá-lo.
Os verões nunca mais foram os mesmos, todos nós mudamos tanto depois daquela época, cada um de nós tomou um rumo diferente. Nós nunca fomos de bicicleta para SC. O pessoal da rua também. Crescemos.
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