Aninha, Aninha com suas sombrancelhas tão fininhas
Aninha, Aninha com suas unhas vermilhinhas
Aninha, Aninha com suas amigas vagabundinhas
Aninha, Aninha com seus cabelos agora loirinhos
Aninha, Aninha sempre tão certinha
Aninha, Aninha apenas mais uma putinha.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Infância: um pouco de nostalgia não mata
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| Verão de 1999. |
Então eu era criança, sabe daquelas bem ''rueiras'' que vivem com o joelho ralado? Disso não posso reclamar, as noites de primavera que eu podia brincar na rua depois da escola enquanto minha mãe tomava chimarrão com as vizinhas. Na minha rua havia várias crianças nós costumávamos brincar, rolavam autos campeonatos de tamp cross, andávamos de roler, e claro esconde-esconde, também perturbávamos muito a Dona Rosa. Lembro-me então das tardes no verão onde estávamos de férias e podíamos andar de bicicleta ou curtir uma piscininha de 1000L, os mais divertidos eram as guerras com garrafas pet’s cheias de água. Ou então brincávamos de bar e era sempre desastroso e dava brigas, eu e minha melhor amiguinha sempre acabávamos por formarmos dois bares e então brigávamos. Eu costumava me desculpar com uma cartinha na maioria das vezes escrita pela minha mãe tinha no máximo 7 anos, ou então ela fazia isso, e em todas as vezes dizíamos que as fadas tinham dito para não brigarmos mais.
Bem essa minha amiguinha, foi extremamente fundamental na minha vida. Nós aprontávamos tanto, uma vez ralei meu joelho até sair uma gosminha e sangrou tanto, mas se eu fosse pra casa a brincadeira acabaria então lá fui eu agüentar firme a dor, tenho a cicatriz até hoje. Ou então ela fugia de casa por um ferrinho solto na grade do portão ela e ia pra minha casa, nosso maior sonho era fugir pra ir de bicicleta até Santa Catarina. Sabe os pais dela brigavam muito às vezes se agrediam era algo descontrolado e assustado. Quando isso acontecia, ela acabava indo para minha casa e subíamos na árvore que tinha aqui, bem no alto e lá chorávamos juntinhas era nessas horas que jurávamos que iríamos pra SC.
Nós éramos uma dupla implacável e tinha a irmãzinha dela que as vezes estava na volta, era café com leite em todas as brincadeiras. Em todos os dias dos pais que eu ficava triste ela esteve ao meu lado, lembro perfeitamente quando ela dizia "Paulinha, assim que eu aprender a ler vamos procurar o nome dele na lista telefônica...". Uma vez fui à casa de um tio delas e não me lembro como ou porque montei em um cavalo foram tantos esforços pra eu subir, se consegui cavalgar? Não, eu cai do outro lado, e creio que era um pônei.Era divertido incomodar a irmã mas velha dela, tanto que a guria ficava brava, ai ela estragava a nossa brincadeira e quando ficávamos de cara feia ela dizia " Cara feia pra mim é fome". Mas um dia elas foram embora.
Ai foi a pior coisa do mundo, era inverno e eu tinha acabado de chegar da aula eu estudava de manhã estava na 4° serie em 2003. Os pais da minha amiguinha se separaram. Ah o momento em que eu vi o caminhão da mudança dela arrancar com ela em cima dele eu corria atrás e ela tentava pular, segurada pela sua mãe eu chorava de um lado e ela de outro. Uma das maiores dores que senti na vida foi a de ter visto aquele caminhão dobrar a esquina sem eu ter tido força suficiente para alcançá-lo.
Os verões nunca mais foram os mesmos, todos nós mudamos tanto depois daquela época, cada um de nós tomou um rumo diferente. Nós nunca fomos de bicicleta para SC. O pessoal da rua também. Crescemos.
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